(0 - 0’34’’)
Começou. A areia da ampulheta começou a cair, a engrenagem do relógio começou a girar e o sino começou a soar. Começou.
Na inocência do início, ouvem-se os pássaros, o oceano, as árvores, o silêncio.
(0’35’’ – 1’10’’)
O sino não para, soa um alarme.
Surgem os primeiros desafios, utopias, ilusões.
Tinha sonhos.
Queria revoluções.
(1’11’’ – 1’45’’)
As ideias que surgem mudariam gerações.
Mas o espelho não reflete o abstrato.
O fantástico nunca será realidade.
A música é chata; a frequência é a mesma; a repetição agonia.
A música é chata.
A frequência é a mesma.
A repetição agonia.
(1’45’’ – 3’)
Quando o pássaro é de metal, quando o oceano é de vidro, quando a árvore é cinza e o silêncio é pesado,
Os ideais deixam de existir.
Choro, suor, sangue e lama – a guerra começa
E a guerra é o fim.
É a pedra que quebra a ampulheta; que trava as engrenagens.
Soam-se sinos, de luto.
A guerra é o fim.
(3’ – 3’15’’)
No início, ouve-se o choro, de esperança.
