sábado, 3 de novembro de 2012

olhos de luz

Ela sempre o olhava. Ele nunca a percebia.
Certa vez pensou ter cruzado os olhares, mas estava alucinado e não pôde ter certeza. Nos outros dias, simplesmente não a via.
É bem verdade que, por cima, sempre se vê. Por vezes, por baixo, ficou refém dos deuses.
Não que se justifique sua culpa de cego, surdo e mudo.
No sábado passado, finalmente, se encontraram. Providência de Xangô, manhã de novo amor.
Viu a estrela cair em risco branco intenso. Transbordou em outrem seu sorriso guardado.
A estrela riu. Cumpriu sua missão em fração de segundo.
Eles sorriram. O sol apareceu e nunca mais se pôs.

Nenhum comentário:

Postar um comentário